Há dias que eu claramente me pergunto: "quero continuar ou quero voltar pro meu lugar?"
- Circo. Quando eu era mais novo eu costumava chamar essas situações de circo. Mas circo é uma palavra empregada de forma errada aqui pois a função do circo é divertir. E por mais que os protagonistas dessas histórias consigam me arrancar risos, o sentido disso tudo não tem nada de cômico.
- Civilizados. - Mas quem? Só se for as formigas. Porque ando vendo coisas que me fazem a acreditar que os humanos não o são.
Situações assim mostram claramente que o humano é um animal. Sim, um animal racional como costumam dizer. Um animal que com inteligência superior a das outras espécies conseguiu "dominar o mundo". E isso foi bom pra alguém? Pro planeta é que não foi.
O humano é um ser tão fraco que precisou inventar um artifício para conseguir dominar os outros de sua espécie: o dinheiro. E com ele surgiu inúmeros atos desprezíveis como puxação de saco, lobby, rabo-preso, e por aí vai mais um monte de maneiras "bacanas" de conseguir (mais) dinheiro. Vence quem juntar mais verdinhas no final.
E aqui o ser-humano volta ao jeito que tudo começou. Matando uns aos outros. O civilizado agindo com instinto selvagem.
Não fico chocado pois não tenho ilusão na bondade do ser humano. O ser humano é um bicho, e como todo animal vai fazer de tudo pra ser o dominante do bando. Mas a forma como o ser humano faz isso é o que me deixa enjoado.
E aqueles que compartilham o que sinto, vivem um dilema: esquecer tudo isso e ir para o meio do mato ou tentar superar alguns fatos em troca de certos confortos?
Me vejo conseguindo a versão tupiniquim do "american dream" que é nada mais nada menos que o "sonho da casa própria". Então por enquanto continuo por aqui, girando a roleta. Mas um dia vou querer parar e voltar pro meu lugar.
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A propósito, assistam ao filme "Na Natureza Selvagem" (Into the Wild). O estupendo filme, dirigido e escrito pelo estupendo ator (e diretor) Sean Penn, com uma estupenda trilha sonora feita por Eddie Vedder e com a estupenda interpretação de Emile Hirsh.
Não vou falar muito pra não estragar a experiência. A dica que dou é: em hipótese algume leiam a sinopse. Ela é péssima e parece escrita por alguém que acabou de assitir a um mix de "curtindo a vida adoidado" com "caçadores da arca perdida".
Se você é daqueles que entendeu algo do que eu quis dizer ali em cima, preparem-se, pois após assistir a esse filme, você vai se perguntar "what the fuck am i doing..." todas as vezes que o seu despertador tocar pela manhã.