terça-feira, 24 de novembro de 2009

O homem de dois corações

Sinto como se eu tivesse dois corações.

Em um há uma faca fincada. E ela permanece ali por algum tempo sem doer, quase me esqueço que existe algo pressionando meu coração, mas a qualquer toque a dor é aguda. Sei que quando arrancar ela do meu peito a dor será nauseante, e sangrarei até (quase) a morte.

O outro coração é novo, está aprendendo a viver. Como um irmão mais novo, muitas vezes ele segue o mais velho. Com espírito aventureiro devido a sua juventude, algo diz que em breve ele se machucará. Há uma faca apontando pra ele também. Uma faca que ameaça, mas que não se sabe ao certo quando golpeará.

Eu tenho duas mãos.
Em uma há uma faca. Não outra já não há.

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