Eu também estreando o blog. Bom eu ter este espaço mais livre e menos existencial (em comparação com o meu outro blog, mais íntimo e menos cotidiano).
Aqui posso exorcizar as minhas neuroses de viver nesta sociedade tão chata.
Eu fico pê da vida….
... quando chove. Não porque eu não goste da chuva – está aí algo que adoro – mas pelas pessoas que reclamam da chuva e pelas pessoas que emburrecem 75% com o uso do guarda-chuva.
... quando as pessoas ao meu redor entendem o meu ato de colocar os fones e claramente me concentrar na tela no notebook como um “este é o momento exato para querer puxar conversas bobas e interromper e música e o pensamento desta menina”.
... quando as pessoas contam o que as crianças fofas que elas conhecem fazem. Sobrinhos, afilhados, filhos do vizinho, priminhos. Fala comigo sobre as proezas dos cachorros, das girafas, dos elefantes, mas não fala comigo sobre criança.
... quando fazem cara de espanto com o meu lema “não terei filhos”. Me desculpa se eu tenho capacidade de questionar os dogmas da sociedade e, você, não. Passar bem.
... quando reclamam que vai chover no fim-de-semana/feriado (ou a versão reclamando do sol durante a semana). Eu gosto de chuva, eu gosto de frio e não, não sou depressiva nem emo, sou só diferente.
...quando reclamam que está um frio absurdo com o termômetro marcando 17 graus. Frio absurdo faz na Finlândia, não neste país tropical dos infernos.
... quando as pessoas resolvem discutir assuntos de telejornal. Todos com as mesmas opiniões, claro.
... quando as pessoas resolvem discutir reality shows. E também quando as pessoas realmente acreditam que eles sejam reality.
... quando ouço histórias intermináveis sobre o planejamento e concretização do casamento. Vestido branco, para mim, é roupa de fantasma do filme do Tim Burton. Padre, para mim, é um cara mal resolvido que preferiu negar todos os instintos fundamentais de ser-se humano. Igreja, para mim, é refúgio de ignorantes. Conversa comigo sobre a sua cerimônia hindu, xintoísta, budista, canina, mas não me venha contar do casamento-tradicional-católico. Nojo.
... quando falam de religião. O mais perto de contestador que as pessoas conseguem chegar é aquele meio-católico meio-espírita, blá-blá-blá. Me ignora, por favor.
... o comentário “como você casou cedo!” (normalmente seguido do comentário “e o neném, quando chega?”. Não sei, pergunta para a Angelina Jolie).
... quando os homens viram para olhar mulheres na rua. Tão looser.
... quando aquele amigo homem tenta transmitir a imagem de “sou protagonista de um filme noir”: conta histórias da carochinha sobre suas relações amorosas-sexuais-emocionantes (de uma noite só, pois ele é um homem livre e do mundo), com mulheres à lá Bond Girls, em lugares inusitados e, lógico, de madrugada e regado a bebida. Ahã, I believe in Harvey Dent too.
... quando alguém volta daquelas viagens padrão de lua-de-mel e quer mostrar as fotos. Se você já viu as fotos de 1 casal, já viu de todos: Nordeste, fotos de biquíni com blusinha + bermuda + óculos de sol, sempre em frente aos pontos turísticos da praia. Deveriam vender essas fotos prontas, só com o espaço para colocar o rosto. Seriam kits mais ou menos assim:
Kit Natal: 15 fotos por R$ 50
Kit Maceió: 20 fotos por R$ 49,99
E assim por diante.
... papo cabeça de gente pseudo-intelectual. Prefiro fingir que sou burra a participar dessa briguinha de egos.
... quando discutem-se assuntos tabus. As opiniões das pessoas parecem aqueles pacotes de figurinhas: vez ou outra aparece uma figurinha nova, mas é sempre meio sem graça, e 99% das figurinhas são repetidas e todo mundo já tem.
E isso é só o começo. Posso fácil fácil substituir a Fernanda Young no programa dela. Quem sabe me contratam.
Ruh Ribeiro (http://ruhribeiro.blogspot.com)
terça-feira, 28 de abril de 2009
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